Debate de São Vicente tem ‘lavagem de roupa suja’ e ‘troca de farpas’

Nove candidatos à Prefeitura participaram de encontro promovido ontem pela Santa Cecília TV
1474342693O debate entre os prefeituráveis de São Vicente, realizado ontem (19) pelo Sistema Santa Cecília de Comunicação, foi pautado pela troca de farpas e ‘lavagem de roupa suja’. O candidato Pedro Gouvêa (PMDB) e o vice-governador Marcio França (PSB) foram alvos de ataques dos candidatos Davi Morgado (PSC), Luciano Batista (PTB), Junior Bozzella (PSD) e Fernando Bispo (PR). A gestão do ex-prefeito Tercio Garcia (PSB) e do atual chefe do Executivo Luis Cláudio Bili (PR) também foram muito citadas. As propostas dos pleiteantes para a cidade ficaram em segundo plano.

“As pessoas estão sendo pressionadas a votar. São Vicente tem dinheiro e não precisa de padrinho político para mandar dinheiro para a cidade. Um grupo que já está há 20 anos no poder. Esse é o plano B, porque o plano A era acabar com a cidade”, afirmou Júnior Bozzella logo no primeiro bloco quando questionado pelo apresentador sobre o tema segurança. Ele se referia ao grupo político do vice-governador e ex-prefeito de São Vicente Marcio França (PSB).

Também no primeiro bloco, Luciano Batista usou o tempo que tinha para falar de geração de empregos para ‘alfinetar’ o vice-governador, que é cunhado do candidato Pedro Gouvêa (PMDB). “São Vicente tem uma infinidade de problemas. Não se criou nos últimos anos. Não houve incentivo e não se fomentou a criação de empregos. O vice é secretário (estadual) de Desenvolvimento Econômico e não trouxe nenhum curso para a cidade”, destacou.

No segundo bloco, quando os candidatos fizeram perguntas uns aos outros Bozzella e Luciano Batista novamente se referiram às gestões anteriores comandadas pelo grupo político do ex-prefeito. Nesta rodada, Fernando Bispo (PR) também os acompanhou. Bispo e Bozzella são vereadores atualmente e atuaram como secretários de governo do ex-prefeito Tercio Garcia (PSB). Batista também integrou o PSB, partido de França e foi de sua base política na cidade.

“Hoje a população não pode fazer voto de opressão. Não pode cair no conto do vigário e no discurso que se determinado candidato não ganhar a cidade vai naufragar. Temos um deputado na cidade (Caio França), que é filho do vice, e não conseguiu trazer nada de concreto. Isso é balela. Precisa saber escolher o seu candidato. Não vou desistir. Não adiantar me perseguir”, disparou Bispo.

“Fui deputado por oito anos, conheço o governo estadual. Eu duvido que qualquer secretario estadual deixar de olhar para São Vicente. As verbas são carimbadas. Essa conversa vota no cunhado do vice que se não a cidade vai afundar é balela. Não podemos ser oprimidos. Escolha com liberdade”, respondeu Batista.

Neste bloco o candidato Pedro Gouvêa pediu direito de resposta ao jurídico da TV, mas foi negado. Ele foi citado indiretamente pelo candidato Bozzella, mas sem ofensa. Durante o intervalo, nervoso, o candidato do PMDB questionou pessoalmente o advogado responsável por analisar os pedidos. Gouvêa e Bozzella, que estavam um ao lado do outro, também se estranharam ao vivo.

O ataque mais agressivo partiu do candidato Davi Morgado (PSC). “A escola que o candidato (Pedro Gouvêa) prometeu durante a campanha passada está com obra abandonada. Vinte anos que vocês ficam prometendo. Vocês têm as mãos sujas de sangue porque o povo está morrendo no Crei”, disse ao se dirigir ao candidato do PMDB.

Contra-ataque

Pedro Gouvêa respondeu citando a participação dos candidatos que o atacaram no governo do atual prefeito Luís Cláudio Bili (PR). “Fui um dos únicos candidatos, vereador na Câmara, que atuava em oposição ao atual governo. Você ajudou e apoiou na Câmara, inclusive indicando cargo no Governo Bili”, disse à Bozzella.
“Realmente faço parte de um grupo político que construiu uma cidade muito melhor. A gente não pode esquecer o quanto você foi participante e o quanto colaborou para esse caos. Nunca fui condenado por nenhum ato de improbidade ou ato equivocado na administração”, completou.

O candidato do PMDB também respondeu Morgado, que se referiu ao grupo político de França como ‘coronéis sem patentes’. “Morgado, é importante a gente falar que o prefeito Bili falou uma grande verdade quando ele foi a televisão sobre uma ameaça para você conseguir mais cargo no governo dele, senão seria oposição. Não dá para aceitar tanta mentira e ironia. Tenho certeza que ninguém mais acredita em política pequena, baixa e de ataques. Essas pessoas tem a história manchada por mentiras e rolos”, disparou.

Outros

Em meio às farpas, os outros candidatos falaram timidamente de suas propostas para a cidade. Kayo Amado (Rede) destacou a importância de uma gestão eficiente e também questionou Pedro Gouvêa sobre a baixa nos investimentos em educação, anunciada pelo presidente Michel Temer (PMDB). Paulo Lacerda (SD) citou a necessidade da reestruturação e utilização dos leitos do Hospital São José.

Alfredo Martins (PT) destacou a necessidade da criação de uma nova área de transbordo e projetos que possibilitem a reciclagem do lixo e a educação ambiental. Marcelo Omena (PCO) ressaltou que, se eleito, pretende implantar em todas as escolas cursos de música com instrumentos musicais de corda e percussão.

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